O declínio de Star Wars

 

MFC Editorial

 


Graças aos efeitos especiais inovadores, o lançamento de Guerra nas Estrelas em 1977 revolucionou a indústria cinematográfica, convertendo a marca numa das franquias mais importantes do mundo. O filme ganhou seis das dez indicações ao Oscar, incluindo na categoria de Melhor Filme que é de grande prestígio cultural. Entretanto, a relevância de Star Wars declinou desde que a Disney assumiu a franquia.

 

Os novos filmes que serviram como continuação da saga criada por George Lucas não foram bem recebidos pelos críticos e pelos fãs, o que, evidentemente, diminuiu o rendimento de bilheteria com as produções da Disney. O que há por trás do declínio de Star Wars? Discutimos sobre isso no MFC Editorial.

 

 

O Despertar da Força: Disney compra Star Wars

 

 

Desde o lançamento de Star Wars: Episódio 3 – A vingança dos Sith (George Lucas, 2005), fãs da saga não tiveram mais notícias sobre os futuros filmes. Três anos depois, teve a estreia da animação Star Wars: A Guerra dos Clones (Dave Filoni, 2008), que não era a continuação da história Skywalker, mas o começo de uma série animada que seria transmitida pela Cartoon Network. Nasceu uma nova esperança quando Bob Iger, presidente da Disney, anunciou a compra dos direitos da franquia de George Lucas, o criador de Star Wars.

 

A Disney comprou a produtora Lucasfilm, que retinha o direito de Star Wars, com a promessa de expandir a saga em novos filmes. No acordo, George Lucas não teria nenhuma autoridade quanto às novas produções, porém iria atuar como consultor. Assim, antes do término da aquisição, Lucasfilm nomeou Kathleen Kennedy como presidente a fim de manter a essência criativa no futuro de Star Wars.

 

Embora George Lucas tenha feito rascunhos para uma possível nova trilogia, Disney e Kennedy descartaram as ideias e criaram uma nova história própria que, apesar dos esforços, não teve o sucesso esperado.

 

 

O Retorno dos Jedi: Star Wars retorna às telonas

 

 

Com a decisão de Disney e da Kathleen Kennedy de não contar a história planejada por George Lucas, o desafio então era não perder justamente a sua essência. Foi assim que chegou Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (J. J. Abrams, 2015), um filme que reviveu a franquia, embora tenha sido praticamente um remake do de 1977 por usar uma estrutura narrativa bem similar.

 

O sucesso de O Despertar da Força deu a Kennedy a coragem de transformar Star Wars em uma franquia anual e teve seu calendário de lançamentos vazado com projetos até 2020. Entre os planos estavam os episódios VIII e IX da saga principal, assim como vários spin-offs de personagens populares como Han Solo, Obi-Wan Kenobi e Boba Fett.

 

Apesar do calendário da Kathleen Kennedy, o baixo rendimento da bilheteria dos próximos filmes de Star Wars ameaçava os planos de Lucasfilm. Embora O Despertar da Força tenha arrecadado mais de 2 bilhões de dólares e Rogue One: Uma História Star Wars (Gareth Edwards, 2016) 1 bilhão de dólares, Star Wars: Episódio VIII – O Último Jedi (Rian Johnson, 2017) arrecadou apenas 1.333 bilhões de dólares. A performance de Han Solo: Uma História Star Wars (Ron Howard, 2018) foi considerado um fracasso de bilheteria, arrecadando apenas 400 milhões de dólares, sendo que teve um orçamento de 300 milhões.

 

Era claro que algo deu errado com a novo caminho traçado para Star Wars, longe do plano original do seu criador, já que foi perdendo cada vez mais sua relevância para a indústria cinematográfica. O fracasso de Solo levou a Disney a cancelar os futuros projetos e a dar um tempo após a estreia de Star Wars: A Ascensão Skywalker, em 2019, para repensar no futuro da saga.

 

 

Uma nova esperança: Star Wars na Disney+

 

 

Com a péssima performance de Star Wars nas mãos de Kennedy, Bob Iger, presidente da Disney, assumiu a responsabilidade e disse que foi um caso de muito conteúdo em pouco tempo. Alguns projetos foram pausados, porém outros mudaram de formato para continuarem. Assim foi como o filme do Boba Fett virou a série The Mandalorian (Jon Favreau, 2019) e o do Obi-Wan Kenobi uma série que será produzida por Deborah Chow, com estreia prevista para 2021, ambas para a plataforma de streaming Disney+.

 

The Mandalorian é produzido por Jon Favreau, o diretor de O Rei Leão (2019) e Homem de Ferro (2008), além de ser uma das mentes criativas do bem-sucedido Universo Cinematográfico Marvel. O primeiro episódio foi dirigido por Dave Filoni, um dos criativos mais prestigiados da Lucasfilm, que também parece estar sob a direção de Favreau. Enquanto isso, foi confirmado que Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, está desenvolvendo seu próprio filme Star Wars.

 

Kathleen Kennedy continua como presidente da Lucasfilm, porém, o que for a respeito do futuro da saga, deverá ser aprovado primeiro por ele. O que nos leva a pensar que os dias de Kennedy como criativa está chegando ao fim e um novo grupo de escritores e diretores estão prontos para retomar a grandeza de uma das sagas mais importantes da história do cinema.

 

Saiba mais sobre as próximas séries e filmes de Star Wars aqui

 

 

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